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Ciclo Cinema & Filosofia no Nimas

Ikiru (1952), Akira Kurosawa | Comentário de João Constâncio

Todos os grandes filmes são filosóficos — não porque no cinema se trate de aplicar ou ilustrar conceitos da filosofia, mas antes porque o cinema é ele próprio uma forma específica de pensamento reflexivo.


É este o pressuposto deste ciclo, composto por filmes escolhidos e comentados por investigadores e docentes do Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA) e dos Mestrados da Universidade NOVA de Lisboa em Filosofia da Arte e Estética e Estudos Artísticos: Maria João Mayer Branco, João Pedro Cachopo, Nélio Conceição, João Constâncio, Bartholomew Ryan, Paolo Stellino.

Quarta-feira, 18 de novembro às 18h

Exibição de Ikiru, de Akira Kurosawa
Comentário de João Constâncio


IKIRU
Viver – Ikiru
de Akira Kurosawa
Com Takashi Shimura, Nobuo Kaneko, Kioko Seki, Makoto Kobori
Japão, 1952 – 143 min | M/12
trailer


Viver é não só uma das maiores obras de Kurosawa, como também um dos mais importantes filmes da história do cinema. Descrevendo-o como “o mais belo, o mais sábio e o mais comovente filme japonês”, André Bazin escreveu sobre Viver que “a sua universalidade não é geográfica mas geológica; ela surgiu nas profundezas do lençol moral subterrâneo onde Kurosawa a soube ir procurar”. Kanji Watanabe, um incógnito funcionário municipal, é informado que padece de uma doença terminal e restam-lhe poucos meses de vida. Reconhecendo o vazio da sua existência, Watanabe empenha-se na transformação de um terreno baldio num parque onde as crianças possam brincar, um projecto ao qual destina todas as suas forças.


João Constâncio é Professor Catedrático do Departamento de Filosofia da NOVA FCSH, Diretor do IFILNOVA e coordenador do Doutoramento em Filosofia da NOVA. Publicou um vasto número de estudos sobre o pensamento de Nietzsche, e tem escrito e lecionado também sobre questões fundamentais da Estética, da Antropologia Filosófica e da Filosofia da História nas obras de Platão, Kant, Hegel, Schopenhauer e Heidegger. Os seus projetos mais recentes incluem as monografias Sobre o absurdo. Tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch (Documenta, 2024), Três discursos sobre Eros. Meditação sobre o Fedro de Platão (Tinta-da-China, 2025), e uma tradução e comentário da Lisístrata de Aristófanes (Edições do Saguão, 2026). Neste momento, é também co-organizador, com Simon May, de um volume de ensaios intitulado Who is Heidegger’s Nietzsche?, que sairá na Cambridge University Press em 2026.

1.º semestre de 2026/27 — próximas sessões

3 de dezembro — Luz de Inverno, de Ingmar Bergman
Comentário de Paolo Stellino

Financiamento
Evento financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projeto UID/00183/2025 https://doi.org/10.54499/UID/00183/2025.