Tradução e cosmopolítica. Tensões e desvios na construção do comum
SESSÃO 1 | MAIS QUE UM, MENOS QUE MUITOS
Segunda-feira, 14 de setembro
17h–20h (pausa de 30 minutos às 18h30)
Colégio Almada Negreiros, Sala SE1
TEXTOS
Blaser, M. (2018). “Uma outra cosmopolítica é possível?”. Revista de @ntropologia da UFSCar, 10(2), pp. 14-42. https://doi.org/10.52426/rau.v10i2.243.
Diagne, S. B. (2025). “O atravessador e o tradutor”. In: De língua a língua: A hospitalidade da tradução. WMF Martins Fontes, pp. 33-54.
PERGUNTAS-GUIA
O que significa traduzir quando não há um mundo/sentido comum previamente dado? Como negociar entre mundos que não partilham os mesmos “factos”, ou como podem desacordos irreconciliáveis conviver sob a chancela de uma mesma política?
Sobre o Grupo de Leitura
Organização: Constanza Solórzano, Laila Algaves Nuñez e Mariana Varela Câmara (IFILNOVA).
Este grupo de estudos propõe investigar a tradução como um dispositivo de negociação de fronteiras e como um gesto criador de mundos, decisivos na construção e na partilha de regimes estéticos, de uma democracia multiespécies e, porque não, da superfície terrena ela mesma. Em cada encontro, serão conjugados textos que inspiram um duplo movimento: por um lado, abrem a discussão a partir de conceitos fundamentais em torno deste tema — como a hospitalidade, a cosmopolítica, ou a própria definição dos factos no trabalho científico; por outro, fecham-na provisoriamente sobre situações concretas nas quais a prática tradutória se faz necessária: um conflito sócio-onto-jurídico sobre a proteção dos caribus no Quebec, um conto de ficção que encena a escrita de um polvo, e as (novamente tão relevantes) imagens da Lua.
Inscrições através do seguinte formulário.
A participação é gratuita, presencial e aberta a todas as pessoas interessadas nos temas em discussão, não sendo necessário ser estudante ou ter qualquer vínculo à NOVA FCSH.
Embora seja possível comparecer em sessões isoladas, pretende-se reunir um grupo que permaneça ao longo das três sessões, para que as conversas possam ganhar continuidade e aprofundar-se coletiva e cumulativamente.
Todos os textos serão disponibilizados às pessoas inscritas, através de uma pasta na Drive, no dia 14 de agosto, um mês antes do primeiro encontro.
Mais informações disponíveis aqui.