CultureLab
12/05/2026
Da escrita à oralidade
Aula Aberta com António Fonseca, no âmbito das atividades do Colectivo Sul
antonio fonseca

Como se faz a passagem de um texto escrito para a oralidade, em contexto de comunicação, tendo em conta: as circunstâncias, os objetivos, os ouvintes, o espaço, a natureza do texto? Dito de outra maneira: que competências tenho de desenvolver e/ou adquirir, enquanto emissor, no trinómio Mensagem-Emissor-Receptor para a comunicação gratificante e eficaz de um texto escrito?


Estas são algumas das questões que o ator António Fonseca irá abordar na Aula Aberta que realiza no dia 15 de maio, das 11h00 às 13h00, no Auditório A2, do Campus da Avenida de Berna, da NOVA FCSH. Esta atividade está aberta à comunidade da NOVA FCSH e não é necessária inscrição prévia. A Aula Aberta realiza-se no âmbito do programa de atividades do Colectivo Sul — Residência Artística Santander 2026.

Sinopse da Aula Aberta

    1. Na oralidade estou exposto. Esta exposição implica o meu ser total, a imagem que tenho de mim, o meu corpo na sua unidade e globalidade. Eu sou o meu instrumento. Tenho de conhecê-lo e trabalhá-lo.
    2. As palavras, para além dos sentidos, são um fenómeno físico produzidos pelo meu instrumento sonoro, o meu corpo e, mais especificamente, o aparelho fonador. Na oralidade, a partir de um texto, tenho de transformar o texto (os conhecimentos lexicais, sintáticos, culturais, estilísticos…) em sonoridade, pensamento, cumplicidade, diálogo.
    3. A oralidade é autoral, ou seja, eu sou responsável pelo que falo, implico-me nos conteúdos, concordando ou discordando, crio novas possibilidades de sentido, em suma, trabalho com o meu, ou assumo um alheio, ponto de vista, decorrente da minha subjetividade/escolha, em diálogo com a letra do texto.

Identificar e aprender a implicar a globalidade corporal na oralidade, no que se refere a: postura, disponibilidade, ativação/desativação, domínio de tons e volumes da voz, utilização dos ressoadores, articulação das palavras, respiração.


Traduzir para a oralidade os processos estilísticos da escrita a partir de: fisicalidade das palavras, domínio dos processos gramaticais, identificação da natureza do texto, identificação de sentidos e encadeamento de sentidos.


A partir do dito acima aproximar-me de uma oralidade, criativa e performática, a partir da exploração de ritmos, intensidades, fôlegos de respiração e pensamento, circunstâncias espaciais e outras, diálogo implícito com os ouvintes.

Bio de António Fonseca

Ator. Estudou Teatro e Filosofia.
Trabalhos mais recentes:
Teatro: Suécia, Pedro Mexia; O Inesquecível Professor, Pedro Gil; Catarina e a beleza de matar fascistas, Tiago Rodrigues.
Televisão: Terra Brava (SIC); Odisseia, Os Boys (RTP1).
Cinema: Vida Invisível, Karim Ainouz; Snu, Patrícia Sequeira; Primeira Obra, Rui Simões; Podia ter esperado por agosto, César Mourão.
Audiolivro: Os Lusíadas como nunca os ouviu e Mensagem (Kobo/Leya); Gravação de Amor de Perdição (INCM).
Projetos de formação nos domínios do Teatro e Educação: Escola Secundária Camilo Castelo Branco (Carnaxide), Escola Superior de Coimbra.


Este evento poderá ter captação fotográfica, áudio ou vídeo.