From Theory to the Streets: A Conversation about Uncivil Disobedience
A Casa do Comum, em Lisboa, acolhe no dia 20 de maio, entre as 18h30 e as 20h00, uma mesa-redonda dedicada ao tema da desobediência incivil, com a participação de Candice Delmas (Universidade do Nordeste), António Tonga (Em Luta) e Toni Melajoki (Greenpeace Portugal). A conversa decorrerá em inglês e propõe uma reflexão sobre a desobediência incivil: quando, e em que condições, pode ser considerada justificável, estrategicamente eficaz e praticamente viável.
CANDICE DELMAS é autora de A Duty to Resist: When Disobedience Should Be Uncivil (Oxford University Press, 2018). Filósofa política, o seu trabalho situa-se no cruzamento entre democracia, desobediência civil, resistência política e ética. É especialmente reconhecida pela defesa da legitimidade moral e democrática do protesto, da denúncia pública (whistleblowing), do ativismo disruptivo e mesmo de formas de violação da lei motivadas por princípios, quando as instituições falham na concretização da justiça.
ANTÓNIO TONGA é ativista do coletivo Em Luta. O EM LUTA é um movimento socialista revolucionário enraizado nas lutas dos trabalhadores, no antirracismo, no feminismo e no internacionalismo, defendendo que o capitalismo não pode ser reformado e deve ser substituído através da luta coletiva e da revolução socialista. O coletivo organiza trabalhadores e grupos oprimidos contra o capitalismo, o racismo e a exploração, defendendo a luta de classes internacionalista e uma transformação socialista da sociedade. Para o movimento, a libertação não reside numa melhor gestão do sistema, mas na sua superação total.
TONI MELAJOKI é diretor da Greenpeace Portugal. A Greenpeace é uma organização ambiental internacional independente que combina ação direta não violenta, campanhas públicas e mobilização de base para combater as alterações climáticas, a poluição, a perda de biodiversidade e a destruição ambiental. Apresenta-se como um movimento política e economicamente independente, financiado por apoiantes individuais em vez de governos ou empresas, trabalhando por um mundo mais verde, pacífico e socialmente justo.
A conversa será moderada por Dima Mohammed, investigadora em argumentação especializada em argumentação política e coordenadora do ArgLab no Instituto de Filosofia da NOVA. A investigação de Dima centra-se nas complexidades dos argumentos políticos públicos e nos desafios que estes colocam, com especial atenção ao funcionamento da argumentação em contextos difíceis, marcados por injustiça, populismo, discurso de ódio e desacordos profundos.
Todos são bem-vindos.
Este evento é organizado por Dima Mohammed e Maria Grazia Rossi e integra as atividades do Laboratório de Argumentação, Cognição e Linguagem (ArgLab) do Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA). Para quaisquer esclarecimentos, entre em contacto com Dima ou Maria Grazia.